Em meio a uma ação da Claro contra campanhas de desbloqueio de celulares, a Oi lançou, no último fim de semana, uma ousada campanha
Também fará o desbloqueio em 20 quiosques localizados em estações de metrô e terminais rodoviários na capital.
A defesa ao desbloqueio já produziu reação na Claro, que ajuizou
A greve dos Correios atrasou as remessas das notificações, que só foram expedidas e tornadas públicas recentemente. A ADN, empresa de serviços de tecnologia da informação, comunicou que está recorrendo da liminar obtida pela Claro, alegando estar em defesa dos consumidores e do Movimento Bloqueio Não.
Em comunicado, a Oi afirma que a estratégia da Claro é contrária à sua. "A Claro prende seus clientes através de contratos que vinculam serviço ao aparelho. Além de prender seus clientes pós-pagos, a operadora criou contratos para clientes pré-pagos ficarem vinculados a ela, o que fere por completo a lógica deste serviço", disse.
A Claro atribui a reação da Oi à derrota sofrida na Justiça, que "entendeu que a Claro age dentro da legislação brasileira, ao contrário do que acontece com a Oi", segundo a assessoria de imprensa da empresa. Para a empresa, a Oi incentiva descumprimento de regras da Anatel, que permite bloquear por, no máximo, um ano os aparelhos que forem subsidiados e vendidos por preços inferiores aos praticados no mercado. Ao fim do prazo de carência, a operadora deve fazer o desbloqueio dos aparelhos sem custo ao usuário, conforme o novo regulamento, em vigor desde o começo do ano.
A diretora de Comunicação com o Mercado da Oi, Flavia Da Justa, diz que entidades de defesa do consumidor e alguns ministérios públicos estaduais estão do lado da operadora na luta pelo desbloqueio. Questionada sobre a política de desbloqueio adotada pela Oi, a TIM disse que esta é "uma decisão que cabe ao cliente e que está de acordo com as normas da Anatel". A Vivo ainda não se pronunciou sobre o assunto. As informações são do O Estado de S. Paulo.